quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Trabalho de Sociologia


Poucos meses atrás, por causa de um trabalho de sociologia tive um dos momentos mais interessantes da minha vida! Talvez pelo fato dele ter sido tão normal!

Explicando melhor, nas últimas semanas do trimestre, como de costume, chovem testes questionários e trabalhos em grupo em cima dos alunos do meu colégio. De fato são muito trabalhosos, complicados e muitas vezes demorados. Apesar de cansativos, eles têm pontos altíssimos: ampliar o seu horizonte e te dar novos pontos de vista. E foi o que aconteceu!

O tema do trabalho nesse trimestre foi “favela”, que tinha tudo a ver com o que estávamos trabalhando em sala de aula. E a idéia era fazer com que os alunos escolhessem uma das tantas favelas do Rio de Janeiro e fizessem uma pesquisa com dados como: ONGs existentes, atuação do governo, do tráfico/milícias, conflitos internos e etc. De cara o trabalho já tinha me interessado bastante! Então, eu e meu grupo entramos na internet pra procurar informações, arrumamos contato com a mãe de uma amiga que trabalha no AfroReggae e marcamos uma visita ao Complexo do Alemão (comunidade que nós tínhamos escolhido).

Por causa da fama de “lugar extremamente perigoso” que o Complexo recebeu por ter sido palco de constantes conflitos entre facções rivais e também entre a polícia e os próprios traficantes há um tempo, a expectativa, a preocupação e o frio na barriga estavam presentes antes de chegarmos lá.

Fiquei surpresa! E comecei acreditar que é sério quando as pessoas falam que as coisas não são exatamente como se vê na TV. Você já teve a sensação de que descreveram uma lagartixa como um bicho de sete cabeças?! Foi mais ou menos assim! Não posso dizer que o Alemão seja um lugar seguro, porque você realmente encontra traficantes com armas cujo tamanho impressiona bastante! Mas o ponto não é esse! Acontece que muitas vezes por escutar várias coisas tenebrosas de um determinado lugar acreditamos que ele é somente aquilo. E ele simplesmente te assusta! Mas ao chegar lá percebi que muitas coisas boas ficam escondidas debaixo dessa máscara, coisas como um povo muito simpático que te cumprimenta na rua e te recebe muito bem (lembro de uma senhora bem velhinha que me viu passando, abriu um sorriso e falou: “oi estudante!” – isso marcou), que gosta e sabe fazer arte – nota-se pelos graffites que chamam muita atenção nos muros e paredes, e dá muito duro pra manter a família e viver com um pouco mais de dignidade!

E com o AfroReggae (grupo que eu tive mais contato lá e que tenho procurado acompanhar o trabalho), vi que tem muita gente que não está concentrada no próprio umbigo, mas que faz de tudo pra que outras pessoas tenham uma vida melhor e, principalmente, para que os jovens comecem a sonhar com um futuro e a ver que ele pode ser alcançado.

Eu aprendi d+ com isso tudo e agora to passando adiante!

9 comentários:

  1. Boom !
    Somos massa de consumo da mídia,isso nos faz ver as comunidades de forma bem diferente do que elas realmente são.
    Sem dúvidas há muita coisa errada,assim como onde moramos,porém,há muita coisa boa, tanto onde vivemos,quanto nas comunidades.

    Há muito o que fazer ! Tanto la,quanto aqui !

    Boa Iniciativa Nina !
    ;)

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  2. Admiro muito a atitude de vocês em se informarem e irem lá procurar ver a realidade.

    É mais que óbvio que nem tudo são flores, mas acho uma ignorância querer fazer de toda a comunidade um sinônimo de tráfico, violência e marginalidade.

    Parabéns a vocês e não deixem esfriar essa vontade de fazer algo e nem corromperem a mente de vocês com falsas idéias!

    Beijão Nina!

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  3. Adorei!
    Você conseguiu sintetizar muito bem o nosso trabalho! Acredito que as meninas também sentiram a mesma coisa. Prosiga com essa iniciativa, estou aqui como apoio sempre!

    Beijãão!

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  4. Muito bom !
    tem futuro heim ! xD


    mas é isso mesmo, a maioria, se não todas as notícias que nos são passadas, vêm distorcidas, e acabam nos influenciando...

    ótima pesquisa, continue assim !

    beijão

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  5. gosto muito :)
    eu lembro de quando eu queria mudar o mundo; ainda quero, mas o sentimento era muito mais forte. Acho que agora preciso partir pra ação, pois já teorizei bastante.

    belo post. te admiro!

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  6. é legal a sua matéria, mas nao teria coragem de entrar lá. é claro q lá, como em td lugar, tem gente boa e gente ruim, infelizmente.. mas me deixa feliz saber q tem tanta gente altruista por ai.. qm sabe o mundo ainda nao esteja perdido né.

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  7. antes de mais queria parabenizala pela pesquisa que tem feito. de facto eu como estrangueira já ouvi falar muito mal desta favele,não só desta como varias outras.que áte os nossos pais antes de sairmos de ande viemos pedem-nos que não nos encostemos de maneira nenhuma em favelas.é boa a sua pesquiza porque faz-me pensar que por de trás de tudo aquilo que dizem eziste uma coiza legal.vai fundo porque já me fez pensar de maneira diferente.bjs

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  8. eu realmente impressionante...
    depois q eu fui em parada de lucas com a minha mae para conhecer o Afroreggae de la o meu ponto de vista mudou,comecei a ver a favela com outros olhos....

    eh sei mt bem o q vcs sentiram...
    eh fiko mt feliz q a minha mae pode ajuda vc no trabalho e de uma maneira indireta na sua mudança de no olhar a essas favelas...

    Bjão

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  9. fala ninaa ! gostei do seu relato ..
    acho que não devemos esquecer que o espaço da favela é um espaço da cidade, e que a omissao disso por nós, só afasta o poder da sociedade e do Estado nas comunidades carentes , o que fortalece o poder paralelo ne..
    mas do que cobrar mudanças do governo , temos que começar a mudar nossas cabeças sobre esse tipo de assunto ! parabéns...

    Beijos ...

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